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Polícia

Preso pai acusado de estuprar e engravidar a própria filha

INHAPIM – A Polícia Civil apresentou na tarde de ontem, André da Silva Meira, 37 anos, acusado de estuprar e engravidar sua filha de apenas 12 anos. O crime aconteceu em dezembro do ano passado em São João do Oriente e só foi descoberto em junho deste ano. André foi preso no dia 12 de julho no município de Ferros, região Central do estado. Ele foi transferido nesta semana para o presídio de Inhapim. O autor não foi transferido anteriormente por questão de logística, de acordo com a PC.
A delegada Tatiana Neves informou que todo o caso de estupro só foi descoberto quando a mãe da menor percebeu que os seios da garota estavam maiores e apresentavam sinais de lactação. “A mãe comprou um kit de exame de gravidez na farmácia e o teste deu positivo. Primeiramente a menina relutou em dizer quem tinha feito isso com ela, depois admitiu que o estuprador fosse o próprio pai”, relata a delegada.
A queixa foi feita na Delegacia de Caratinga. O delegado de plantão determinou que fossem feitos exames clínicos que acabaram constatando o estupro e a gravidez.
André fugiu assim que soube que a família tinha prestado queixa. Antes da fuga, ele passou na escola onde a menina estuda para intimidá-la.  “Foi através da intimidação que este crime ficou encoberto durante todo esse tempo. A filha passou a ter medo do pai”, explica Tatiana Neves.

Prisão
Os investigadores Amarildo Amaral, Márcio Siqueira e Agripa Anacleto trabalharam de forma intensa à procura de André. Eles fizeram várias diligências até encontrar o autor. “Estivemos em Montes Claros e Guanhães, atrás de André e não o encontramos. A pista principal veio quando soubemos o nome da empresa onde ele trabalhava”, conta o investigador Amarildo Amaral.
Os policiais civis descobriram que André trabalhava numa firma que presta serviços reparando torres de telefonia celular. No dia 12 de julho uma operação desencadeada no município de Ferros culminou com a prisão do acusado de estupro. “Esperamos a hora do almoço para agir. Sabíamos que o carro que transportava os trabalhadores passaria por uma estrada de terra. Paramos um veículo descaracterizado e simulamos que ele estivesse com problemas mecânicos. Fechamos a estrada. Assim que o carro da empresa parou, demos voz de prisão para André”, recorda o policial civil.

Passagem por homicídio
Quando da apresentação feita na tarde de ontem, André desceu cabisbaixo da viatura. De início, foi monossilábico ao responder aos questionamentos da delegada Tatiana Neves. Ao ser perguntando se estava arrependido pelo que fez, sua resposta foi curta: “Bastante”. Sobre o seu futuro, foi lacônico ao afirmar, “só Deus sabe”.
O autor já cometeu um crime em 2003. Ele matou um homem acusado de assassinar o seu pai. O crime aconteceu em Tarumirim. Nesta época ele foi autuado como André Gonçalves da Silva e chegou a ficar preso por seis anos e oito meses. “Eu não tinha documentos e todos os meus irmãos têm esse sobrenome. Então me ficharam assim. Quando fui regularizar minha documentação é que passei a ter o meu real nome, que é André da Silva Meira”, conta.
André tentou justificar sua ação. Ele admitiu o estupro e disse que o ato foi motivado por brigas com a esposa e o consumo de álcool. “Cheguei tonto em casa e fiz essa bobagem”, afirma André.
Investigações da PC apontaram que a menina foi estuprada outras vezes. A delegada Tatiana Neves informou que André foi indiciado por estupro de vulnerável. A pena pode varia de 8 a 15 anos de detenção.

A dor da família
Numa casa simples do bairro Oriente, em São João do Oriente, uma família está dilacerada. A ex-mulher de André revela que única coisa que sente por ele é raiva. “Ele estragou nossa vida. Nem sua prisão me tira esse sentimento. Pelo agora temos sossego. Minha filha estava até com medo de dormir na nossa casa. Mas essa raiva nunca vai passar. Confesso que se tivesse descoberto a gravidez anteriormente não teria dúvidas em autorizar o aborto”, desabafa. “Nosso relacionamento sempre foi marcado por brigas. Ele bebia muito e descontava em casa. Mas minha filha não merecia um castigo desses”, completa.
A filha, tímida e retraída parece ainda não ter absorvido tudo que aconteceu com ela. Ela completa no dia 11 de agosto o oitavo mês de gravidez. “Tenho dado todo apoio. Amo minha filha. Ela continua indo as aulas e eu a levo a psicóloga. É um momento difícil que nunca imaginei que um dia passaria”, admite a mãe.
A menina, que cursa a 7ª série, falou da incerteza do momento. “Quero que esta criança nasça e que corra tudo bem”, disse, acrescentando que não vai parar de estudar. “Não sei o que quero ser quando crescer. Mas não vou deixar de estudar”.
E o apoio da mãe é o que alicerça a família. “É nossa filha mais velha. O André mesmo dizia que ela era o seu xodó. Por que foi fazer isso? Mas adianto que vou amar essa criança que vai nascer como fosse um filho meu”, finaliza a mulher.

 

O pai chega cabisbaixo à delegacia de polícia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os investigadores Anacleto, Amarildo e Márcio foram os responsáveis pela prisão de André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

André admitiu o crime e disse que estava bêbado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Delegada Tatiana Neves: André foi autuado por estupro de vulnerável

 

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