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Camelôs se manifestam e pedem para permanecer no calçadão

CARATINGA - Na tarde de ontem, os camelôs realizaram um manifesto. Após o decreto do executivo, assinado no último dia 9 de janeiro anulando decreto anterior que autorizava a permanência do camelódromo no calçadão da Rua Miguel de Castro; os camelôs decidiram se unir em busca de soluções.
Os camelôs saíram do calçadão e caminharam até a Prefeitura de Caratinga. Com cartazes e faixas, eles gritaram por diversas vezes: “Queremos trabalhar”.
A vice-presidente da Associação dos Camelôs de Caratinga, Estefânia Souza Ferreira, explica que a manifestação foi uma alternativa encontrada pela classe para expor a sua indignação. “Já tentamos com o legislativo, executivo; entramos com liminar e nada, não tivemos resposta. Resolvemos vir aqui fazer um apelo e não vai ser só essa, semana que vem vamos voltar, até termos uma resposta definitiva. 44 famílias, isso não é justo, não é certo, porque só Caratinga não pode ter camelô? Por que essa resistência? Hoje nós somos padronizados, organizados, porque a Prefeitura não se junta a nós? Não queremos outro lugar. Já foi feito abaixo assinado, já foi provado de todas as formas que a comunidade nos quer ali. A aceitação do calçadão é 90%, as pessoas vêm até nós todos os dias, com apoio e carinho”.
Adriano Cândido Viana, presidente da Associação, confirma que os camelôs buscam uma negociação para permanecer no espaço. “Espero que o prefeito olhe com mais carinho por nós, o povo está revoltado. Não estamos satisfeitos. Esse decreto com 30 dias para sermos retirados não era necessário, poderia ter respondido a Justiça de outra forma que não nos prejudicasse. Espero que o prefeito tenha repensado. Conseguimos 13 assinaturas dos vereadores para fazermos uma reunião extraordinária, mas não fomos ouvidos, não sei o que acontece. Estamos sofrendo a cada dia, cansamos disso e estamos esperando uma reunião com o prefeito”.
Adriano ressalta que os boxes instalados no calçadão foram feitos através de investimento dos camelôs. “Não foi feito de qualquer maneira, fizemos por um decreto do executivo. Caratinga não tem emprego, agora querem tirar o emprego de 44 pessoas que sonharam com aquele lugar? Vou lutar pela categoria até o fim, só vamos desocupar quando o juiz mandar. Gastamos para fazer tudo que está pronto, o advogado já recorreu, temos um pedido no Fórum e espero que o juiz olhe por nós com carinho, dali sai o nosso sustento e nos apoie porque a gente precisa. Nós não somos ilegais, senão nem tínhamos entrado, mas já que nós entramos, foi para ficar”.
Durante o manifesto, os camelôs aguardavam ansiosamente a chegada do prefeito Marco Antônio Junqueira. Após alguns minutos, o secretário de Fazenda, Juarez Júnior da Silveira, surgiu e chamou quatro representantes para uma conversa na Prefeitura.
Terminada a reunião, o secretário e os camelôs trouxeram algumas notícias para a classe. Adriano conversou com a imprensa e disse que será marcada uma reunião com o prefeito. “O secretario nos atendeu e vai marcar este encontro. A categoria acha que ele assinou o decreto e ele tem a capacidade de derrubá-lo, portanto, a nossa conversa dever ser com ele. Eles vêm nos prometendo há muito tempo que não vão nos tirar dali, mas sem documento e não adianta. A gente precisa de um alvará para continuar funcionando, de uma autorização do município para estar instalado. E a partir de domingo (9) nós não temos mais esta autorização porque ela foi derrubada, por isso nós queremos outra do prefeito atual para continuar trabalhando. Foi amigável, acho que a resposta o prefeito que vai nos dar, ele é quem vai resolver. O nosso lugar é ali e ali que vamos trabalhar. Espero que a resposta da Justiça venha a logo”.
O secretário Juarez também considerou a conversa tranquila e organizada e fez questão de ressaltar que a decisão judicial deverá ser cumprida. “Foi formada uma comissão de quatro camelôs, o espaço físico da Prefeitura não permite atender a todos eles. O prefeito está ausente neste momento, vamos agendar a partir de segunda-feira (10) uma reunião com esta comissão. Vamos trabalhar e discutir. Este é um caso que está na mão do judiciário e o prefeito não tem como resolver as coisas dessa forma, mas ele tem o seu lado humano e social que nós temos que olhar e tudo que vier do judiciário nós vamos ter que cumprir”.
Em relação ao prazo de desocupação, que vence amanhã, Juarez garante que o espaço não receberá nenhuma intervenção. “Os camelôs podem ter certeza de que enquanto não vier uma decisão judicial, nada vai ser feito de imediato com eles. Vão ter prazo, condições de recorrer. A justiça está para todos os lados, para a Prefeitura, os camelôs e o munícipe em forma geral. O prazo vence no domingo, mas todos os camelôs podem ter certeza que eles vão chegar para trabalhar na segunda-feira e o estabelecimento comercial deles vai estar lá. Caso venha alguma modificação, cada camelô deverá ser notificado individualmente, não vai ser tomada nenhuma decisão de despejo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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