Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 3:16

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Morre o escritor Maxs Portes

CARATINGA - Faleceu às 23h45 de domingo (5), aos 69 anos, o escritor Maximiano de Figueiredo Portes, conhecido como Maxs Portes. Ele deixa a esposa Glória Maria Borges Amorim e os filhos Renan Portes e Thaís Portes.
Amigos e familiares prestaram sua última homenagem ao longo do dia de ontem. O velório aconteceu na Igreja Nossa Senhora do Carmo, no bairro Esplanada, e o enterro no Cemitério São João Batista.
Maxs cursou artes gráficas em Paris/FRA, onde residiu por dois anos. Foi diagramador do Suplemento Literário do Minas Gerais, do Ars Media (Fundação Palácio das Artes), da Revista Poesia, do jornal O Lutador e editor institucional da Emater-MG. Concluiu o bacharelado em produção editorial no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), onde se pós-graduou em Mídia Eletrônica: Rádio e TV. Foi colaborador de vários jornais e revistas nacionais, com publicações esparsas em diversos países e assessor técnico de Cultura e Patrimônio da Prefeitura de Caratinga.
Publicou “Memórias da Casa de Dentro”, uma prosa poética narrando trechos de sua vida e de alguns caratinguenses com os quais conviveu. O livro foi uma edição comemorativa dos 21 anos em que se afastou de Caratinga; tendo recebido o Prêmio Cecília Meireles, da Academia Brasiliense de Letras, apoio do Ministério da Educação, ao melhor livro de poesia publicado em 1982, e recebido em 1983, em Brasília. Foi membro da Academia Caratinguense de Letras e detentor de 54 outros prêmios literários.
O escritor tem 69 livros escritos, sendo 40 publicados.

Prêmios
Prêmio Cecília Meireles, da Academia Brasiliense de Letras
Melhor livro de poesia Memórias da casa de dentro, 1982, pelo Ministério da Educação.
Prêmio Nacional Ferreira Gullar de Poesia, com o livro Bendições, 1979.
Prêmio Nacional Fritz Teixeira de Salles, com o livro Liberdade, 1981.
Prêmio III Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Maruim, 1986.
Prêmio Guimarães Rosa, com o livro Guiri, 1986, pelo governo do Estado de Minas Gerais.
Prêmio I Bienal do Livro de Belo Horizonte

OBRAS
Poesia: Barco de Papel; Antigo Amanhã; Libertarde; Das Razões Inquietas; Bendições; Caderno de Rascunho e Cavalgar no Ontem.
Infantis: Toca a flauta Constantino; Que febre de mosquito; É... Fogo!;
Coleção Surpresa: Toda hora é sempre agora; Com os pés na cabeça; O morador da casa maluca e Passa, passa... passará;
Coleção Natureza: (10 volumes): O Urubu Jururu; Dona Minhoca e a Pororoca; O Cocorocó do Galo Coró; Girival: o sapo que era o tal; O Mutirão do João-de-Pau e Corrupião; O Godero Lero-Lero; O Fiu-Fiu do Tiziu; Bem-te-vi Bem te vi; O Tatu Tururu; O Cabrito bom de Grito.
Coleção Itororó: (5 volumes) O Burro-Nhô; O mistério no Galinheiro; O vendedor de Cordel; O Morador do Ipê Amarelo e A noite do festival.
Juvenil: Meu antigo fantasma; O Passageiro do Arco Íris; Conversa pra boi dormir; Conto 4 Contos; O Mistério do Envelope; Ufa,Ufo - Tem um disco voador na minha radiola; O dia em que Raimundo-Cego viu a luz do céu e Velhos Amigos.
Adultos: Maruim (romance), À Sombra da Noite (romance); Guiri (romance); Os Mortos de Catolé (romance); Um Rosto na Parede (contos); Uma estrela na bagagem (contos); O Respirar do Silêncio (contos); Cará-Branco (contos).

 

Infelizmente, a partida de Max Portes para outro Plano, foi muito precoce. Perdem muito a Cultura, a Educação e a Arte de uma maneira geral.
Orgulho de nossa terra, Escritor, Jornalista, Publicitário, Design Gráfico e, principalmente, Poeta, Max deixa um grande legado, composto por dezenas de obras publicadas, muitas delas premiadas nacionalmente. Fará muita falta a todos os que apreciam a boa literatura, bem como aos que usufruíam de sua companhia, de sua amizade e de sua alegria. Nossa Academia está de luto e nossa cidade chora a sua partida.  
Nossos sentimentos à família, assim como as nossas orações, para que o conforto, sob os cuidados do Pai, chegue logo e que, com o Tempo, reste, apenas, uma grande saudade.
Estará, sempre, entre nós, através de tudo o que construiu e produziu. Sua Obra é eterna.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maxs era um cidadão apaixonado por essa terra. Tive o privilégio de conversar com ele quando fui prefeito, ele tinha vindo a passeio e me disse que queria voltar para Caratinga. Já tinha confirmado com o Juarez, que era o secretário de Cultura, e ele ia assumir o departamento de Cultura. O Maxs me disse que era o que ele mais queria; contribuir com a sua cidade e no que ele mais gostava: a cultura. Assumiu o Departamento de Cultura e depois a secretaria de governo. Sinto honrado e privilegiado em ter trazido que é apaixonado por essa terra e que queria fechar a sua vida nesse município. Ele nos deixa o exemplo de companheiro, cidadão, honestidade, grandeza e lealdade. Que isso sirva de inspiração e entusiasmo para todos nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro, era uma pessoa muito inteligente, muito preparada e eu tinha certo orgulho de ser amigo dele. Caratinga perdeu muito, o Brasil todo. Era um sujeito muito discreto, trabalhava muito discreto, com livros infantis, principalmente. Ninguém o promovia, ele era avesso a rituais, porque o seu trabalho era complexo, muito detalhado e tinha uma excelente formação, além de ser uma boa pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu conheço o Maxs Portes há pouco tempo, por intermédio das minhas filhas que frequentam o Centro Espírita, assim como eu. Conheci a família dele, o pai, a mãe dele, os dois filhos dele e sua esposa que é uma excelente senhora. Conheci a sua obra. Era um grande escritor, pena que tenha ido cedo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheço o Maxs há uns dois anos desde quando tomei posse como presidente do Rotary Clube Caratinga, mas com certeza para a toda a sociedade foi uma perda muito grande. Como escritor, professor, foi uma pessoa maravilhosa que todos vão sentir muita falta; assim como a família Rotary de Caratinga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maxs é um amigo de longa data, sempre nos consideramos irmãos. E pelo fato dessa confiança, dessa amizade, tenho acompanhado esses últimos três meses. O Maxs adoeceu no dia 13 de setembro de 2013 e o desenrolar desse problema de saúde que ele teve foram momentos que precisava realmente dos amigos por perto, de se sentir amado, amparado e hoje eu sinto uma paz muito grande porque não faltou nenhuma assistência material e nem espiritual. Ele apresentou câncer nos pulmões, metástase no cérebro e durante o decorrer também vinha tratando de um enfisema. Então a família dele decidiu não contar para ele que estava realmente com o câncer. Isso realmente o poupou, fez com que sobrevivesse mais tempo e com garra para lutar, sempre a gente deixando claro que era um enfisema pulmonar e com isso teve o tratamento, todo o amparo, a gente não tem como agradecer a Casa de Saúde e todos os profissionais, doutor Getúlio Bramusse, sem palavras para agradecer, doutor Paulo Mota, muito mais que um amigo e médico, mas um irmão para o Maxs. Doutor Miguel Ramos, doutor Alfredo, oncologista, foram os médicos que passaram os diagnósticos do Maxs. Em especial o doutor Getúlio que foi quem acompanhou a cada momento. Ao Corpo de Bombeiros Voluntários, não temos palavras para agradecer a presteza da hora, dos dias de difíceis de levá-lo para internar e a gente teve toda a assistência que precisamos para levar todo esse amparo ao Maxs, para que ele pudesse fechar esse ciclo de vida em paz. Tomamos todas as providências, a sensação melhor é de dever cumprido como amiga, irmã e toda a equipe que nos ajudou, pessoas que foram importantíssimas neste processo, como a cuidadora Lurdinha, Simone, Simão, que é técnico em enfermagem; eu e a esposa dele, que revezávamos dia e noite, para que ele tivesse um amparo e essa sustentação de força e de fé até esse momento final.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu conheço o Maxs há aproximadamente 30 anos. E ao longo desse tempo a gente foi criando uma convivência fraterna, cordial, uma amizade muito sincera, muito franca, aberta. Eu aprendi muito com ele, tanto quanto pessoa, ser humano, tanto como escritor. Ele me ensinou muita coisa, muito do que eu faço hoje aprendi com ele. Perco um grande amigo, no sentido do corpo, mas a presença dele continua dentro de mim, presente na minha vida porque é pra sempre. Agora, quem perde mesmo é a cultura brasileira, uma pessoa como Maxs que pode não ser muito bem conhecido dentro de Caratinga, mas nacionalmente tinha uma projeção muito grande. Ele é considerado um dos maiores poetas brasileiros, mas acima de tudo um ser humano fraterno, solidário e hoje estava com um semblante tranquilo e calmo, como sempre foi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caratinga ainda terá que descobrir Maxs Portes e para isso terá que ler a sua obra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Maxs é uma figura ímpar na nossa vida, aqui em Caratinga, inclusive. Eu só posso agradecer pelo tempo que nós tivemos de convivência. Eu me recordo disso, há mais de uma década, que ele sempre vinha aqui, a gente sempre se encontrava e tratava dos assuntos mais interessantes da literatura, ele que inclusive esteve à frente da cultura de Caratinga. A figura que era sempre estimulante, numa conversa agradável, sempre otimista naquilo que se propôs a fazer. Era uma figura que a gente admirava e continua admirando. Foi uma grande surpresa pra nós saber que ele não nos pertence mais e de certa forma, depois dos seus mais de 50 livros escritos, certamente alguma coisa existirá que ficará dele aqui. Já dizia um escritor que “Morrer é deixar de ser visto”, só isso, ele simplesmente desapareceu. Outro poeta judeu disse o seguinte, “Enquanto existir uma pessoa no mundo que fica e refere-se a nós ainda o nosso nome é sinal que a gente continua vivo na mente das pessoas”. Eu só posso dizer que o Maxs foi essa pessoa que a gente sempre admirou, viu como alguém premiado pela sua inteligência, veio de uma família que deixou raízes aqui também. Consequentemente, esta foi a grande figura e que vai fazer falta entre nós, com certeza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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