Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 3:16

Secretaria de Saúde fala sobre caso de jovem acidentado

Rapaz está internado em Divinópolis e necessita de tratamento domiciliar. Prefeitura diz que não pode adquirir aparelhos e alimentação sem licitação

CARATINGA - Na edição da última sexta-feira (15), o DIÁRIO contou o caso do garoto Lucas Batista Silva, de 16 anos, que se envolveu em um acidente, no último dia 3 de setembro, no Córrego dos Marques, povoado de Suíço, zona rural de Caratinga. Depois de fazer uma curva, ele colidiu a moto contra uma retroescavadeira.
Lucas foi internado no último dia 7 de outubro, no Hospital Santa Mônica, em Divinópolis, pois apresentava o quadro de hidrocefalia, necessitando de uma cirurgia que não era possível fazer em Caratinga. Agora, os médicos liberaram o jovem para o tratamento domiciliar. Os tios de Lucas são quem cuidariam dele, cabendo a eles a compra do aparelho Bipap para manutenção da respiração 24 horas.
Além disso, devido ao quadro de desnutrição grave, o adolescente necessita de terapia nutricional com dieta hipercalórica e hiperproteica. Ele também vai precisar de uma enfermeira.
Madalena Pereira da Silva, tia de Lucas, disse à Reportagem que não tem condições de arcar com os gastos e que aguarda um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde, que lhe pediu um prazo de 20 dias.
Na manhã de ontem, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura encaminhou nota esclarecendo o assunto. A secretária de Saúde, Sueli Amorim, informa que já está acompanhando o caso.  “Estamos cientes da situação, mas a compra do aparelho pela Prefeitura necessita de licitação. Solicitamos a equipe do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) que avalie o caso junto ao Hospital de Divinópolis, pois segundo os relatos do próprio médico que o acompanha ele está em coma, sem resposta aos estímulos e respirando por ajuda de aparelhos”.
A secretária ainda informa que está vendo a possibilidade de ajudar no que for possível. “Estamos interessados em prestar os melhores atendimentos ao paciente, mas somos impedidos legalmente de comprar equipamentos e as alimentações que necessitará sem cotações de preços. Como não há indícios de melhora do quadro, pelo menos a princípio, teremos que realizar licitação para conseguir adquirir o que foi solicitado”.
Sueli afirma que ficou surpresa com a alta do paciente, mas, confirma que aqui ele realmente não teria as condições necessárias. “Como enfermeira fiquei surpresa quando li o relatório médico. Como o Lucas poderá receber alta nas condições descritas? Mas, contudo, vejo que ainda não temos condições de assumir este tipo de tratamento. Poderemos ajudar sim, mas, cuidados 24 horas só mesmo em hospital”.

 

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